Atividades Culturais

RJ-Teatro-Polacas, as prostitutas judias

RJ-Teatro-Polacas, as prostitutas judias

Polacas, as prostitutas judias

 

Serviço.

Polacas, as prostitutas judias – texto e Direção: Dinho Valladares. Elenco: Aline Bourseau,

Sofia Kern, Andrezza Leal, Carol Salles, Clarissa Durão, Gisela Plombon, Carolina Garrana e João

de Carvalho. Dramatização a partir da história de prostitutas que viveram no Rio de Janeiro no

século XX. Cinco prostitutas estão num prostibulo a espera de clientes, quando são assediadas

por um Caften (cafetão) e resolvem fugir para um lugar melhor. Duração (80 min).

Classificação: 16 anos. Sede da Cia. de Teatro Contemporâneo. Sábados as 20hs e domingos

as 19hs. Rua Conde de Irajá 253 Info. 25375204 R$ 50. De 04 de agosto a 30 de setembro

“Nesse espetáculo dou uma visão diferente a essas mulheres, mostrando um lado ainda não

explorado. Tirei a visão infantil, que tenta justificar suas atitudes por forças maiores que a

obrigaram a aquela situação. Coloco mulheres com todas as suas qualidades e defeitos.

Mulheres que optaram pela prostituição, que não são boas o tempo todo, que sentem prazer e

são donas do seu destino, ou seja mulheres contemporâneas e não idealizadas como “bibelots”

que foram atacadas pelo “lobo mal” e vítimas do seu destino. Um espetáculo forte para quem

tem estomago.”

Dinho Valladares

A Montagem

Essa peça de teatro é um resgate de uma parte da história da sociedade civil brasileira que se

perdeu em meio a preconceitos e negligência. Essa é uma história de seis moças que vieram de

várias partes do mundo tentar a sorte no Brasil. Encontrando uma realidade rude e dura. O

cenário era de fome, pobreza e antissemitismo na Europa do Leste. Muitas das moças de

famílias judias ansiavam por maridos e melhores condições de vida e as Américas surgiam

como forma de construir uma nova vida longe da discriminação e da miséria. Jovens judias,

analfabetas, muitas ainda virgens, recebiam propostas de uma vida melhor. Já no porto de

Marselha, no sul da França, o sonho caiu por terra e antes mesmo de embarcar para o Novo

Mundo. E é assim que começou a história tabu de muitas “escravas brancas”, as prostitutas

judias conhecidas como “polacas” que, foram parar nos centros de cidades como Rio de

Janeiro, São Paulo, Buenos Aires e Nova York. No Rio de Janeiro, as polacas viviam nos bordeis

e cortiços na Praça XI, área central da capital fluminense, onde hoje se chama Cidade Nova e

estão sediados prédios públicos. Quase não restou vestígio do passado das polacas no Rio de

Janeiro. O assunto ainda tabu e, muitas vezes, esquecido, virou tema para peça que busca

desmistificar a existência dessas moças.

Justificativa

Num momento onde vemos na sociedade brasileira um nível de violência contra mulher

crescer, entendemos a necessidade de se levantar essa questão e debater de forma

contundente o preconceito e o papel da mulher na sociedade. Ao levantar parte da vida dessas

mulheres que viveram no início do século XX a Cia. de Teatro Contemporâneo revela como a

mulher ainda é marginalizada e tratada de forma vil. Assim cooperamos para que cada vez

mais a mulher ocupe um papel de respeito e credibilidade dentro da sociedade contemporânea.

Sinopse

O autor faz um paralelo com o famoso texto de becket, Esperando Godot. Cinco prostitutas

estão a espera dos clientes e enquanto esperam conversam sobre suas vidas e como chegaram

ali. Nessa peça o autor trata as mulheres com todas suas virtudes e defeitos, trazendo uma tri

dimensionalidade aos personagens, que não são tratadas como pobres coitadas mas como

senhoras dos seus destinos. Até a chegada de um Caften (cafetão) que revela uma traidora

entre elas. Mas a história tem nova reviravolta quando chega mais uma polaca com novidades.

Ficha Técnica

Coordenação de projeto: Cia. de Teatro Contemporâneo

Texto e direção: Dinho Valladares

Coreografias: Aline Bourseau

Contatos

Aline Bourseau/Dinho Valladares

(21) 31725206 e 31725201

(21) 984141965 e (21) 984581294

ciacontemporaneo@gmail.com

Agenda Cultural

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