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The Square: A Arte da Discórdia”

The Square: A Arte da Discórdia”

The Square: A Arte da Discórdia”

Um ato aleatório pode mudar o rumo da nossa vida completamente. Quando um gerente de um museu de arte moderna, tem seu celular roubado, com a influência de um colega de trabalho, decide tentar recuperar o mesmo usando um aplicativo de localização.

Suas ações e escolhas começam a afetar tudo ao seu redor, transformando sua vida pessoal e trabalho em uma conspiração contra ele mesmo. Ao desligar sua total atenção das tarefas no museu, o gerente acaba deixando escolhas fundamentais para o futuro da instituição passarem bem debaixo de seu nariz.

The Square: A Arte da Discórdia traça relações estreitas entre as obras de arte expostas e o distanciamento social entre as classes apresentadas. Existem vários tipos de preconceitos abordados no filme de forma sutil. São encobertos por tramas que vão fazer sua cabeça vagar e logo deixar aquela situação de lado. É como nadar em um rio, sabendo que ele é perigoso, mas logo se esquecendo disso pelo simples prazer de boiar.

Christian (Claes Bang) é um homem que gosta de exibir-se ao misturar sua figura pública a seu cargo. Ao mesmo tempo em que esbanja intelectualidade ao defender sua visão ou as obras ali expostas. O gerente está cada vez mais sobrecarregado pelas ações falhas e pelas pessoas que o cercam. Começando a perder o único sinal que ainda lhe parece restar de vida.

Quando o filme se distancia do museu, deixando mais exposta à vida pessoal do personagem e apresentando os motivos por trás de algumas de suas escolhas, acaba por afastar o homem de seu cargo. E é justamente quando temos a maior correlação entre a sociedade atual com a de consumo e entretenimento. Já a arte que entra sem avisar, devastando e incomodando a vida pacata dos homens que se sentem intocados por seus cargos e por seus palanques é quando acontece a melhor cena do filme. Onde o controle não existe.

The Square: A Arte da Discórdia é uma comédia dramática, com cenas que criam um desconforto absurdo, ao mesmo tempo, que situações completamente impensáveis, são tratadas com um humor sutil e assustador. Sem sombra de dúvidas foi uma das grandes surpresas do Festival de Cannes e que sem dúvidas é um filme que vai tocar o espectador em algum momento.

A história traz personagens maravilhosos, coadjuvantes que ganham as cenas em inúmeras ocasiões. As tramas abordadas não são nem um pouco superficiais, nem são deixadas de lado sem um proposito maior. The Square: A Arte da Discórdia é um filme, acima de tudo, questionador. Do tipo que gera discussão e te coloca em situações que são impossíveis ignorar. O filme conta ainda com a atriz Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale), que interpreta uma jornalista americana. O que faz em muitos momentos a trama ter diálogos em inglês, criando assim um jogo muito interessante sobre a linguagem que o filme quer passar.

A produção sueca é a aposta de muitos para levar o grande prêmio de melhor filme estrangeiro no Oscar 2018. É o filme com maior destaque internacional do diretor Ruben Öslund até o momento e que promete ser um nome que será muito falado daqui pra frente.

Ficha Técnica

Diretor: Ruben Östlund 

Roteiro: Ruben Östlund 

Elenco: Claes Bang, Elisabeth Moss, Dominic West, Terry Notary, Christopher Læssø

Duração: 2h22min

 

 

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