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Altas Expectativas

Altas Expectativas

Camila Márdila faz comédia de humor despojado em 'Altas Expectativas'

Exigente, atriz também grava a nova série de Villamarim e George Moura na Paraíba

Luiz Carlos Merten

 

Camila Márdila talvez seja a mais crítica das atrizes brasileiras. O repórter que o diga - compartilhou com ela o júri do Festival de Brasília de 2016. Camila tinha sempre uma observação pertinente para fazer, sobre os filmes da competição, e não era mordaz. Ela ganhou projeção nacional e até internacional quando o longa de Anna Muylaert, Que Horas Ela Volta?, fez sucesso em Sundance. Lançado nos cinemas brasileiros, não obteve bilheteria à altura de suas qualidades. Salvou-o a indicação como representante do Brasil no Oscar. Não foi finalista, mas motivou o público a correr aos cinemas.

Na próxima quinta, 7, estreia Altas Expectativas. O novo filme com Camila Márdila é dirigido por Pedro Antônio e Álvaro Campos. Camila divide a cena com o humorista de stand-up, Gigante Leo. Ele sofre de nanismo e, antes que você pense que se trata da terceira versão do argentino Coração de Leão, com Guillermo Francella - houve depois o francês Um Amor à Altura, com Jean Dujardin - e, nos dois, o protagonista foi diminuído digitalmente -, é bom destacar que o filme brasileiro inspira-se na história do próprio Leo. Ele se casou com uma mulher de estatura normal, a quem conquistou com seu humor.

“Confesso que estava com medo de fazer o filme, e não era por causa do Leo. Você já viu, sabe que faço uma personagem que não ri. Pensava comigo - ‘Como vou fazer isso?’. O fato de não rir não significa que a Lena seja para baixo. Como se faz uma personagem dessas sem ser antipática?” Já que Camila pergunta, e ela achou sua resposta, pois a faz muito bem, o repórter é que quis saber. Antes de esboçar o sorriso - ele vem! -, Lena ri com os olhos. Como se ri com o olhar? “Você gostou? É difícil, cara.” Seu senso crítico a levava a duvidar que desse certo uma ideia do roteiro. A ficção é alternada com cenas de apresentação do Gigante Leo num teatro. “Vi o filme no Rio meio apreensiva e tenho de concordar que os meninos (Pedro e Campos) estavam supercertos. Funciona!”

E Camila faz mais uma observação - “Os diretores já tinham trabalhado antes com o Leo. Sabem como filmá-lo. Em nenhum momento o filme me passou uma ideia de ridicularização, que não teria nada a ver, porque o Leo é uma pessoa maravilhosa. Seria muita apelação, e o filme não é apelativo. É uma história de amor de gente diferente, só isso”. O público vai ver? Agora é o repórter, fazendo propaganda. Tem uma piada de anão e Branca de Neve, que só o Leo poderia contar com a graça que tem no filme. Nada a ver com os filmes com Francella e Dujardin. Através de uma citação a Toulouse-Lautrec, e com um pouco mais de poesia poderia chegar à Branca de Neve espanhola de Pablo Berger, mas o problema é que aí não seria um filme do Gigante Leo.

Além de cinema, Camila tem feito TV. Está no ar, na Globo Play, com a minissérie 13 Dias Longe do Sol. Ela admite que emperrou nos dois primeiros capítulos, mas acha que depois deslancha, e bem. “Luciano Moura e Elena Soárez fizeram um trabalho maravilhoso com atores de TV e teatro de todo o Brasil. Virou uma energia muito interessante.” Não era claustrofóbico? “Claro que sim, a gente gravava em estúdio e até a locação era impressionante. Parecia um buraco, com todas aquelas ruínas.” O repórter conta que ainda não viu o desfecho. “Pois veja que é muito legal.” 13 Dias entra na TV aberta em janeiro e, atualmente, Camila grava, no interior da Paraíba, a nova minissérie de José Luiz Villamarim, escrita por George Moura, Onde Nascem os Fortes. “É uma história muito forte sobre juiz que enfrenta homem conhecido como o rei do sertão. Faço o braço forte do personagem do Irandhir Santos, que é o messias da região. O elenco é muito especial, com o Fábio Assunção, a Patricia Pillar, o Jesuíta (Barbosa), o Irandhir e um monte de gente bacana. O cenário é espetacular, um lugar todo de pedra. Estou adorando.”

 

 

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