Atividades Culturais

Bienal Sur – 1ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul / 32 cidades de 16 países / até dezembro.

Bienal Sur – 1ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul / 32 cidades de 16 países / até dezembro.

 

BIENALSUR

Bienal Sur – 1ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul / 32 cidades de 16 países / até dezembro

 

A Fundação Getulio Vargas, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, está na BIENALSUR – Bienal Internacional de Arte Contemporáneo de América del Sur. A iniciativa conecta 32 cidades de 16 países do mundo, reunindo mais de 250 artistas e curadores dos cinco continentes com a ideia de gerar uma rede global de colaboração associativa institucional para eliminar distâncias e fronteiras e reivindicar a singularidade dentro da diversidade.

 

A partir de 14 de novembro, a exposição “Natatório de Dipierro” é abrigada pelas formas projetadas por Oscar Niemeyer na Esplanada do Centro Cultural FGV. A construção, impregnada pela tradição da abstração modernista, é formada por peças que se envolvem em diálogos fortuitos com o espaço que as contém.

 

Entre o funcional e o inútil. Entre arte e ornamento. Entre abstração e arquitetura. Assim pode ser definido o trabalho da artista Marcolina Dipierro. O “Natatório de Dipierro” é uma série de quatro instalações ou situações que remetem a um complexo aquático que inclui trampolim, área de descanso, raias e vestiário.

 

“Trata-se de um tributo irreverente, fresco e sincero ao grande arquiteto Oscar Niemeyer e, fundamentalmente, às aspirações utópicas de uma arte total que integra, sem distinção ou hierarquia, arte, design, arquitetura e urbanismo”, destaca a artista argentina.

 

Com um modelo completamente inédito, a BIENALSUR busca acompanhar o pulsar das demandas da atualidade a partir da participação de artistas, curadores, colecionadores, críticos, jornalistas e o público geral. Com eventos multidisciplinares que acontecem em várias cidades da América do Sul, a BIENALSUR permite que entidades e empresas parceiras cumpram a meta de promover a responsabilidade social por meio da arte e da cultura.

 

Organizada pela Universidad Nacional de Tres de Febrero (UNTREF), desde o final de 2015, a BIENALSUR conta com o reitor Aníbal Jozami como Diretor Geral e Diana Wechsler como Diretora Artístico-acadêmica. É uma bienal de arte que, pela primeira vez na história das bienais, coloca vários artistas e cidades do mundo em relação de igualdade. Multidisciplinar, destaca-se ainda pelo o ineditismo de contar com diversos países promotores de uma mesma iniciativa e pelo protagonismo das instituições universitárias: 20 universidades de todo o mundo participam do projeto. Mais de 95% das obras que fazem parte da Bienal foram escolhidas através de duas seleções internacionais abertas, que receberam mais de 2.500 propostas de 78 países.

 

No Brasil, o Memorial da América Latina, na capital paulista, é um dos ícones da BIENALSUR, além do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (SP), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, Universidade Federal de Santa Maria (RS), Central do Brasil e Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Nas sedes nacionais poderão ser apreciados trabalhos de artistas de Madagascar, Argentina, Espanha e França. Em paralelo, a arte de brasileiros como Eduardo Srur, Regina Silveira, Shirley Paes Leme, Ivan Grilo, Vik Muniz, José Bechara, Cildo Meireles, Hélio Oiticica e Anna Bella Geiger, entre outros, irá compor esse intercâmbio cultural, com mostras na Argentina e no Peru.

 

A abertura da exposição será dia 14 de novembro, às 17h. A intervenção artística fica aberta à visitação do público até o dia 15 de dezembro na Esplanada do Centro Cultural FGV, no Rio de Janeiro, Praia de Botafogo, 186- Botafogo.

A pergunta inevitável é: por que uma bienal que tem a América Latina e o Sul global como foco se estende aos cinco continentes? “Por que construir muros? O mundo todo é aceito. Estamos realizando uma mirada global, a partir de conceitos do Sul”, responde Aníbal Jozami, diretor geral da Bienal Sur e reitor da Universidade Nacional Tres de Febrero (UNTREF), da Argentina. “O norte determinou todas as regras, mas nós podemos repensá-las”, completa Diana Wechler, diretora artístico-acadêmica, que contou com um conselho internacional de 17 curadores para selecionar as obras inscritas em convocatória aberta e repensar as regras que controlam o sistema cultural global.

Qualquer suspeita de ambição exagerada que um evento de proporção planetária como este poderia gerar é dissipada pelo embasamento teórico garantido por intelectuais e pesquisadores ligados a universidades públicas. Apesar do evento assimilar ao seu projeto instituições com programações pré-definidas, a coerência do discurso do projeto Bienal Sur fala mais alto. Integração e diversidade parecem ser as palavras-chaves que orientam os 18.370 quilômetros de raio de ação desta bienal. E o símbolo do desejo de integração das diferentes regiões do mundo é o antigo Hotel dos Imigrantes de Buenos Aires, onde foi estabelecido o quilometro zero do roteiro.

A 2.004 quilômetros do Hotel dos Imigrantes, marco zero da Bienal Sur, está a primeira sede brasileira da Bienal Internacional de Arte Contemporânea da América do Sul. São duas intervenções artísticas nos espaços da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. No estado de São Paulo, há três pontos demarcados. O Museu de Arte Contemporâneo de Sorocaba recebe a individual do argentino Eduardo Basualdo e uma intervenção urbana da também argentina Graciela Sacco. Na capital, há duas exposições no Memorial da América Latina e a mostra “Aqui, bem ao Sul”, com obras de artistas em residência artística no Edifício Lutétia, em São Paulo. “Propomos, na mostra, a reflexão sobre esses processos de criação, em deslocamento, como forma contemporânea de produção, na qual conceitos como participação, troca e vida coletiva se tornam peças fundamentais”, diz o professor Marcos Moraes, coordenador da Residência Artística FAAP e dos cursos de Artes Visuais. Finalmente o Rio de Janeiro figura com intervenções na fachada da Fundação Getúlio Vargas, na Praia de Botafogo, e na Estação Central do Brasil. “Tenho total convicção que na próxima edição teremos muitas mais parcerias”, diz a brasileira Marlise Ilhesca, assessora geral do evento.

 

 

Mais informações: http://bienalsur.org/es

 

 

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