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Artigo-Os animais de Brasília-Mentor Neto

Artigo-Os animais de Brasília-Mentor Neto

Os animais de Brasília

Terminou essa semana, em São Paulo, o XVI Congresso Nacional do Ecossistema do Planalto. O evento reuniu cientistas políticos de todo o País que apresentaram seus estudos sobre as consequências da mudança climática em Brasília. O relatório final é muito importante porque será ferramenta essencial para priorizar as metas de preservação política para os próximos anos. Paradoxalmente, muitos especialistas acreditam que não há mais esperança, mesmo depois de o Congresso aprovar uma verba de dois bilhões de reais para a sobrevivência das espécies.

É impressionante notar como nos últimos anos a biodiversidade da região vem sofrendo profundas alterações. A primeira conclusão, que não é de maneira nenhuma surpreendente, é a de que o Deputado Honesto (nome científico) está praticamente extinto. Otário, como é popularmente conhecido na região, é um animalzinho dócil e amistoso, mas não sobreviveu à intensa poluição do Planalto Central, sendo obrigado a se alimentar apenas de propina, já que não existe mais grana limpa para o pasto. Parte dos cientistas afirma que essa espécie desapareceu por completo, outros insistem que os poucos que restaram sofreram mutações genéticas e hoje se transformaram num híbrido chamado Suplicy, um animal muito tranquilo que tem a peculiar característica de, quando incomodado, cantar músicas do Bob Dylan. A verdade é que muitos acreditam que o desequilíbrio na fauna da região central do País começou exatamente com a drástica redução da população dessa espécie de Deputado e o consequente crescimento da população de Suspeitos, um animal peçonhento que devora todos os recursos disponíveis.

O relatório demonstra também que a ave de rapina Corrupto se multiplicou exponencialmente. Aliás, um crescimento que não tem paralelo em nenhuma outra região do globo. Especialistas justificam a explosão demográfica dessa espécie pela inexistência de predadores na região, possibilitando que sua reprodução fosse facilitada atingindo áreas urbanas, rurais, públicas e privadas. Os Corruptos estão sempre em bando e podem ser vistos em restaurantes e hotéis caçando suas próximas vítimas. Pelo que se sabe, existem apenas alguns inimigos naturais desse animal asqueroso concentrados principalmente na planície da Procuradoria ou na região de Curitiba, para onde os Corruptos eventualmente migram.

Nos últimos anos muitos exemplares dessa ave foram capturados e, uma vez em cativeiro, desandam a falar descontroladamente na esperança de serem soltos. Os Doleiros e os Publicitários são outros animais muito comuns no Planalto Central. Vivem em simbiose com os Corruptos, valendo-se das sobras e dos farelos de dólares deixados para trás. O relatório revelou ainda que outro conhecido animal está de volta. Trata-se de um animal cujo ciclo migratório é de quatro anos, os Candidatos Bizarros. Essa espécie de Candidato é especialmente traiçoeira porque parece inofensiva, mas pode causar enormes prejuízos. Esse dado gerou muita polêmica no Congresso porque alguns especialistas afirmam que cada exemplar encontrado pertenceria a uma subespécie.

“O Bolsonaro tem características totalmente diferentes do Huck ou do Doutorrei, embora todos seja, evidentemente, Bizzaros”, afirma um especialista na área. Outro dado estarrecedor é a constatação de que apesar de existirem apenas onze exemplares do Judiciário de Capa-Preta, cientistas têm observado constantes conflitos entre eles – parecem lutas pela demarcação dos territórios. A conclusão final do Congresso é que a situação é muito grave e que vai piorar ainda mais no próximo ano, quando boa parte desses animais vai lutar por espaço para superar as adversidades. Por tudo isso é importante que cada um de nós colabore e, acima de tudo, não dê comida a esses animais.

 

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