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Um tio quase perfeito e uma comédia para toda a família

Um tio quase perfeito e uma comédia para toda a família

Um tio quase perfeito e uma comédia para toda a família

Em seu primeiro filme como protagonista, humorista Marcus Majella é um trambiqueiro com a missão de cuidar dos sobrinhos e tentar ganhar a vida de algum jeito

 

 

Marcus Majella, hoje com 38 anos, partiu para a carreira artística aos 23, quando saiu de Cabo Frio rumo à capital fluminense, onde se formou como ator pela Casa de Artes de Laranjeiras. Encarou os desafios e a falta de oportunidades que muitos profissionais da área conhecem bem. Quase desistiu. Um convite do amigo Paulo Gustavo (Minha mãe é uma peça) para ser contra-regra em uma peça o manteve na ativa e ele seguiu em frente.  Atualmente, é conhecido por vários trabalhos no humor, especialmente como Ferdinando, personagem que faz há cinco anos na sitcom Vai que cola, do Multishow.

 

Chega aos cinemas seu mais novo personagem, o tio Tony, também aspirante a ator, mas que não teve a mesma sorte e acabou indo morar de favor na casa da irmã, mãe de três crianças. Na comédia, definida pela própria produção como um family film, ou seja, sobre família e para a família, sobra para o tio fanfarrão cuidar dos sobrinhos: uma de 6 anos, outra de 13, e um de 10, enquanto a mãe se ausenta. Uma trama familiar também para quem conhece alguns sucessos norte-americanos como Uma babá quase perfeita (1993), com Robin Williams, e O paizão (1999), com Adam Sandler.

 

Hoje, chega aos cinemas seu mais novo personagem, o tio Tony, também aspirante a ator, mas que não teve a mesma sorte e acabou indo morar de favor na casa da irmã, mãe de três crianças. Na comédia, definida pela própria produção como um family film, ou seja, sobre família e para a família, sobra para o tio fanfarrão cuidar dos sobrinhos: uma de 6 anos, outra de 13, e um de 10, enquanto a mãe se ausenta. Uma trama familiar também para quem conhece alguns sucessos norte-americanos como Uma babá quase perfeita (1993), com Robin Williams, e O paizão (1999), com Adam Sandler.

 


Desafio 
Quem comanda o projeto é Pedro Antônio. O jovem diretor carioca, filho do cineasta Paulo Thiago e da produtora Glaucia Camargos, já havia lançado o longa Tô ryca (2015) e realizado outras parcerias com Majella na TV, como Ferdinando show, no canal Multishow, derivado do Vai que cola. Se com a estrela principal ele já tinha um entrosamento, o grande desafio foi encontrar e dirigir três artistas iniciantes não apenas na profissão, mas na vida.

O diretor conta o processo: “Esses três geniozinhos são fruto de um processo muito louco. Fazendo o teste, eu queria três atores e é muito difícil falar isso para uma criança. A Sofia (Barros) está no mundo há seis anos, comecei a ficar muito preocupado, porque já tínhamos os adultos, mas a alma do filme era as crianças”.  João Barreto e Jullia Svacinna, os outros dois atores mirins, já estavam definidos. “Estava quase desistindo quando ela apareceu”, explica o diretor.

Sofia Barros, de apenas 6 anos, é Valentina, uma caçula no auge da fase dos “porquês”, que aparece segurando sua iguana de estimação em várias cenas, mas é extremamente carinhosa. João Barreto, de 10, vive um garoto com esse mesmo nome, muito enrolado com as notas na escola, enquanto Patrícia, personagem de Jullia Svacinna, é uma jovem inteligente, independente e atenta às malandragens do tio. “Aprendi muito com essas crianças. Na vida de adulto, com tantos trabalhos e tantos textos, a gente fica engessado. As crianças não têm isso, elas tem aquele frescor, aquele brilho no olhar de falar uma coisa pela primeira vez e este filme me deu a oportunidade de resgatar isso”, declara Marcus Majella sobre os colegas mirins.

Se esses três vivem a primeira experiência no cinema, o elenco conta também com a experiência de Ana Lúcia Torre e suas mais de três décadas de trabalhos no cinema e na TV, paralelamente à consolidada carreira no teatro. Ela interopreta Vó Cecília, uma senhora transgressora e trambiqueira, que aparece de forma coadjuvante na trama do filho com os netos. “A vó é mais criança que as crianças, me encantei com essa possibilidade por não ser uma comédia que termina na comédia, mas um filme sobre família que, em tempos tão extremos, dá uma lição sobre aceitar as diferenças”, afirma a atriz, que usa um figurino inspirado, segundo ela, em Rita Lee.

Além do humor leve, praticamente livre de piadas que reproduzam preconceitos contra minorias, ou sobre temas politicamente incorretos e impróprio para crianças, Um tio quase perfeito também oferece ao público a possibilidade de se emocionar. A situação cômica que guia a trama é permeada pelo pequeno drama de uma família desunida há anos e que consegue se reaproximar nesse processo. Roteiro comum em vários lares do país.

 

 

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